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©23 de maio 2014 Revive Israel Ministries

“Óleo sobre a Barba”

Unidade, Liderança e Unção

Asher Intrater

Há uma ligação especial entre unidade na liderança e unção do Espírito Santo. Eu estou envolvido com vários grupos de liderança, tais como a nossa equipe do Revive Israel, a congregação Ahavat Yeshua em Jerusalém, a congregação Tiferet Yeshua em Tel Aviv, e a Aliança Judaico Messiânica de Israel. Os relacionamentos que nutro há mais tempo são com a equipe sênior do Tikkun International (Dan Juster, Eitan Shishkoff, David Rudolph, Paul Wilbur). Em todos esses grupos, procuramos construir a partir do trabalho em equipe, enquanto buscamos ao Senhor em oração e adoração.

Em Atos 1, vemos os discípulos de Yeshua orando juntos num só coração sob a liderança dos apóstolos. Como resultado, o fogo do Espírito Santo foi derramado em Atos 2. Para que alcançassem essa unidade em oração, foi necessário um investimento extraordinário em relacionamentos de aliança entre eles “horizontalmente”, juntamente com uma pureza devocional a Deus “verticalmente”. 

Salmo 133.1-3: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre.”

A palavra em hebraico para “barba” – zakan – vem da mesma raiz da palavra “ancião” ou “presbítero” – zaken. A unção do Espírito Santo desce como óleo a partir de Yeshua, nosso Sumo Sacerdote, através da liderança. Esse salmo clássico de Davi pode ter uma aplicação para os dias atuais – e o fim dos tempos. Se a unidade no meio da liderança e a unção do Espírito Santo puderem ser restauradas aqui em “Sião”, então uma enorme bênção de avivamento e vida de ressurreição será liberada para o mundo inteiro (Romanos 11.12-17). 


Construindo uma Comunidade de Aliança

Dan Juster

Nesta era moderna de alienação e escassez de vínculos pessoais, estamos proclamando: obediência a Yeshua requer o desenvolvimento de comunidades de discipulado sob a supervisão de um presbitério qualificado.  

Em Mateus 16, lemos o relato da confissão de Pedro a respeito de Yeshua. Ele declara: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Yeshua responde:

“Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus. Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus.”

Alguns tentam escapar da exigência de compromisso congregacional, alegando que a igreja de Yeshua é uma realidade invisível e mística que não requer um comprometimento com as instituições visíveis deste mundo. Isso é contrário às Escrituras.  Yeshua escolheu 12 discípulos, onze dos quais se tornaram os novos anciãos para os seus seguidores. A frase “as chaves do Reino” tem a ver com autoridade de governo, uma autoridade que os judeus consideravam pertencer ao Sinédrio no primeiro século. O ato de ligar e desligar implicava em permitir ou proibir certos comportamentos. Isso era muito concreto e bem conhecido no primeiro século.  

É claro que podemos nos referir ao povo de Yeshua como um Corpo universal que transcende os grupos visíveis que se reúnem; porém, sem se reunir em congregações – sejam elas pequenas ou grandes – essa entidade universal não terá substância. Ao invés disso, logo após o Pentecostes (Shavuot), formou-se uma grande congregação em Jerusalém que se submetia ao ensino apostólico e se reunia regularmente (Atos 2.42). Mais tarde, quando os apóstolos começaram a viajar para novas cidades, eles estabeleceram novas congregações sob a liderança de um presbitério.

O Cubo da roda

A congregação é o útero para discipulado, adoração, oração e responsabilidade mútua. Podemos observar isso ao longo das Escrituras: Mateus 28.19 nos comissiona a fazer discípulos. As congregações são como o cubo de uma roda — da qual saem muitos raios: casamento e família, negócios e finanças, artes, educação e justiça social. Tudo flui a partir do cubo, onde há autoridade. As pessoas são treinadas a demonstrar o Reino em cada área da vida por aqueles que estão na liderança da vida congregacional.  

Portanto, construir uma comunidade sob um presbitério é o compromisso fundamental para todos aqueles que creem em Yeshua – perdendo em importância apenas para o seu compromisso pessoal com Deus e com o próprio Yeshua.


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