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©4 de outubro 2013 Revive Israel Ministries

Frutos de Arrependimento

Asher Intrater

A mensagem dos profetas de Israel poderia ser resumida numa única palavra: "Arrependa-se" (Isaías 55.7; Jeremias 25.5; Ezequiel 18.21; Oseias 14.2; Joel 2.13). O verdadeiro arrependimento produz resultados reais, que são chamados de “frutos”.

Mateus 3.8, Lucas 3.8: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento”.

O verdadeiro arrependimento é raro; é difícil de encontrar. Há muitos tipos de falso arrependimento. O tipo humanístico diz: “Eu sinto muito”, sem que haja uma mudança moral de fato. O judaísmo tende a substituir o arrependimento pela tradição, e o cristianismo, pela teologia.

Há uma diferença entre os “dons do Espírito” (1 Coríntios 12) e o “fruto do Espírito” (Gálatas 5). Os dons trazem poder e revelações proféticas. O fruto é o caráter e o amor de Cristo. O “fruto de arrependimento” é uma terceira lista, uma categoria à parte.

2 Coríntios 7.10-12: “Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação... Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que defesa, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vindita! …mas para que a vossa solicitude a nosso favor fosse manifesta entre vós.”

Esses frutos de arrependimento são a forma como o coração de uma pessoa reage ao perceber que pecou contra um Deus santo e todo-poderoso. Ela se enche de energia para buscar se “acertar” diante de Deus. Isso produz uma mudança moral intensa tanto nas atitudes quanto nas ações.

Esse fruto de arrependimento estabelece a base para recebermos graça e salvação de Yeshua (Marcos 1.15; Atos 17.30) e o derramamento do Espírito Santo (Provérbios 1.23; Atos 2.38). Sem a base do verdadeiro arrependimento, nossa vida espiritual é vazia e hipócrita (Mateus 3.7-11).


Conferência sobre o Destino do Reino Israel-China

Ariel Blumenthal

Lucas 21.24 afirma que “até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles (pelos gentios)”. Em 1967, Jerusalém voltou a estar sob o domínio judeu pela primeira vez em 2 mil anos.

Hoje, toda uma geração já passou, e há duas importantes realidades novas  — ambas as quais foram expressas em nossa recente Conferência de Sukkot sobre o Destino do Reino Israel-China. A primeira é que o remanescente judaico messiânico em Israel atingiu certo tamanho e estabilidade, de modo que agora somos capazes de oferecer um “endereço” ou “campo de pouso” legítimo para os cristãos estrangeiros que vêm nos visitar.

A segunda é que, nos últimos 40 anos, o Espírito Santo tem trabalhado de uma forma especial na Ásia. Numa única geração, pudemos testemunhar o maior avivamento na história da igreja: existem hoje em torno de 80 a 110 milhões de cristãos na China, muitos deles com um profundo entendimento sobre Israel e o fim dos tempos.
 
Essas duas realidades representam uma expressão da “plenitude” tanto de Israel (Romanos 11.12) quanto da Igreja (Romanos 11.25). Nós experimentamos isso na nossa conferência de Sukkot: 130 chineses continentais junto com líderes messiânicos (e árabes) locais. Tivemos momentos maravilhosos de adoração, oração, ensino e comunhão — à medida que os dois grupos passaram a se conhecer melhor.


O Discurso de Netanyahu nas Nações Unidas

Há várias reações de comentaristas israelenses procurando avaliar se o discurso de Netanyahu na ONU foi efetivo ou não, politicamente falando. Num nível espiritual, é importante notar que ele citou a Bíblia (direta ou indiretamente) cinco vezes. Esse número é provavelmente maior que a quantidade de vezes que a Bíblia já foi mencionada no pódio principal da ONU este ano, em todos os outros discursos juntos.

  1. “Abraão, Isaque e Jacó” – Netanyahu afirmou que o direito do povo judeu à terra de Israel foi adquirido 4000 anos atrás, na época dos patriarcas, e não recentemente no sionismo do século 20. Assim, ele usou a Bíblia como um documento válido e que possui autoridade, relevante ao conflito atual.
  2. "Ciro" – O povo iraniano (persa) tem um relacionamento positivo e de longa data com os judeus; um exemplo notável é o Rei Ciro (500 a.C. – 2 Crônicas 36.22); que antecede a primeira invasão islâmica à Pérsia (700 d.C.); e certamente o regime vigente, que assumiu controle sobre o Irã em 1979.
  3. “Lobos Disfarçados de Ovelhas” – Intencionalmente ou não, Netanyahu citou a passagem da Nova Aliança (Mateus 7.15) em que Yeshua repreende os falsos profetas. Por dedução, isso classificaria Rouhani como um falso profeta, e descreveria a crise política atual como um choque entre profecia falsa e verdadeira.
  4. “A Sós” – Números 23.9, Deuteronômio 32.8 e 33.28 declaram que Israel habitará a sós. É surpreendente que essas Escrituras estejam se cumprindo nos dias de hoje em relação a Israel estar “sozinho” perante a ONU em oposição ao terror e à Jihad islâmica mundial.
  5. “Não serão arrancados” – Amós 9.14-15 fala sobre o restabelecimento de Israel à sua terra no fim dos tempos; e inclui a promessa divina de que o povo não seria mais arrancado de lá. Netanyahu citou isso para dizer que mesmo que o Irã tenha uma arma nuclear e que todas as nações do mundo nos ataquem, Deus nos protegerá.

Embora ainda estejam discutindo se o discurso de Netanyahu foi sábio de um ponto de vista diplomático, não se pode negar que o uso das Escrituras pelo primeiro-ministro do Estado de Israel moderno para repreender as Nações Unidas por covardia moral e ilusão representa uma mudança de paradigma de proporções históricas.


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