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Destino para a Igreja da Espanha
©14 de novembro Por Asher Intrater

[O Asher ensinou na Conferência Nacional de Homens em Gandia, Espanha, nesta semana. Alguns tópicos incluíram “Fogo do Espírito Santo,” “Destino para a Igreja na Espanha,” “Aliança de Geração em Geração,” e “Vitória no Fim dos Dias.”]

Três eventos históricos acorreram na Espanha em 1492: 1) o Tratado de Córdoba, 2) Colombo navegando em direção às Américas, e 3) a Expulsão dos Judeus Espanhóis.

Em 640 d.C., Mohamed começou sua nova religião. Em 700 d.C. os Mulçumanos entraram na Espanha e começaram uma conquista armada. Até 722 d.C. virtualmente toda a Espanha, com a exceção da região montanhosa no norte, havia sido conquistada pelo Islamismo. Naquela época os Cristãos Espanhóis (primeiramente Católicos) começaram a lutar de volta em um esforço de reconquistar a terra. Essa “Reconquista” durou até 1492, quando o tratado de Córdoba foi assinado, onde os Cristãos/ Católicos retomaram o controle da nação toda. 

É difícil interpretar as implicações espirituais do período da Reconquista. Havia bons e maus elementos misturados. Havia elementos maus de poder e violência dentro da Igreja Católica; porém também havia um esforço puro e divino por parte de muitos Cristãos para terem liberdade em prol da Comunidade Cristã das conquistas Islâmicas. No século 15 houve severa perseguição por parte da Inquisição Espanhola contra os convertidos Judeus e Mulçumanos; porém havia uma Igreja verdadeira e vibrante na Espanha.

Houve muitos Judeus que converteram (“conversos”) durante este período. Alguns foram forçados; alguns converteram genuinamente. Muitos convertidos tentaram continuar com costumes Judaicos. A Igreja ficou com medo de elementos que “Judaizavam”, e começou a Inquisição para manter a “pureza” dentro de suas classes. Qual porcentagem daqueles investigados pela Inquisição foi forçada a se converter e escondiam sua rejeição ao Cristianismo, e qual porcentagem era de verdadeiros crentes Judeus que desejavam manter sua herança é impossível ser determinado. Em 1492, a Coroa Espanhola e a Inquisição Espanhola se uniram para expulsarem os Judeus da Espanha.

Naquele mesmo ano, Colombo navegou em direção às Américas, seguido por dois séculos de colonização Espanhola e Portuguesa no “Novo Mundo.” Essa expansão colonial é também difícil de analisar em termos espirituais. Mais uma vez houve uma mistura de bons e maus elementos. Parte da colonização foi motivada por ganância e poder político; porém outra parte foi motivada por um desejo puro de expandir o reino de Deus.

Muitos daqueles navegando para as Américas naqueles anos eram Judeus da Espanha e de Portugal. Então a colonização das Américas e a expansão do Cristianismo adentro ao Novo Mundo foi acompanhada de perto por refugiados Judeus. O fato de que estes três eventos que mudaram o mundo: o tratado de Córdoba sinalizando o fim da reconquista Cristã da Espanha; o começo do período dos exploradores Espanhóis começado por Colombo; e a expulsão e dispersão dos Judeus Espanhóis; ocorreram no mesmo ano é mais do que pura coincidência. Os destinos da Igreja de fala Espanhola e do povo Judeu estão ligados.

O conceito da Nova Aliança de “Igreja” (Ekklesia; Iglesia) é difícil para a maioria das pessoas entenderem, e isto precisa de uma revelação para que se possa entender. A Iglesia não é a Católica, a Protestante, a Evangélica, a Igreja Pentecostal, ou até de fato qualquer instituição identificável. È um grupo de pessoas de todas as nações, tribos e línguas, que nasceram de novo através da fé em Yeshua (Jesus) e são guiados pelo Espírito de Deus.

Muitos Judeus, quando ouvem a palavra “Igreja,” imediatamente pensam na Inquisição Espanhola. A Inquisição Espanhola, as Cruzadas e a Reconquista representam um bloco de tropeço para entender o destino de Deus para a verdadeira Igreja, não somente para os Judeus e Mulçumanos, mas também para Cristãos sinceros que buscam a Deus.

Para entender nosso destino, nós muitas vezes temos que olhar para nossa história. Para sermos livres no nosso futuro, muitas vezes temos que ser libertos do nosso passado. Cada nação no mundo tem um grupo de verdadeiros crentes. Eles são o “remanescente.” Eles são a verdadeira Igreja dentro daquela nação. Juntos com as demais nações, todo o remanescente da Igreja nacional forma o que é chamada de “Igreja internacional ou universal,” o “Corpo do Messias,” ou a “Noiva de Cristo.” Cada remanescente nacional é diferente dentro de suas próprias culturas e expressões. Todas são unidas na mesma fé, amor e espírito (Apocalipse 7:4, 9; Efésios 4:1-6).

Juntos, a diversidade e harmonia é o que forma a “Noiva de Cristo” que é um trabalho artístico divino. Como o arco-íris, as cores têm que ser diferentes, mas elas têm que estar juntas em um único design de arco. O propósito principal de Deus na criação é criar um grupo de pessoas a quem Ele poderia amar (Efésios 1:4), morar dentro deles (Efésios 2:22), e ser glorificado através deles (Efésios 1:22; 2:7; 3:10; 3:21). Esse grupo é a obra prima de Deus e ainda está em processo de ser criado (Efésios 2:10).

A Igreja histórica da Espanha tem tido bons e maus elementos. A visão da Igreja, com ambos os elementos negativos e positivos, tem passado por um longo processo de “morte.” Houve orações proféticas e proclamações nessa conferência nacional para quebrar os pecados e maldições do passado, e re-adotar o destino positivo da nação.

Nós vemos um chamado para a Igreja da Espanha e da América Latina de:

  1. Expandir o evangelismo mundial
  2. Transformar a Igreja Católica
  3. Lutar contra o Islamismo Jihad
  4. Desejar a verdadeira doutrina Bíblica
  5. Se colocarem em lealdade com Israel
  6. Tomar o domínio da Terra
  7. Retomar o destino de Deus para as nações de fala Espanhola

Por favor, ore por avivamento e para que frutos que permanecem se multipliquem ao redor da Igreja Espanhola a partir desta conferência.